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População dá lição ao pressionar vereadores durante votação

A população platinense foi decisiva na votação do projeto colocado em pauta na sessão extraordinária desta quarta-feira (15), na Câmara de Vereadores, que aumentaria em mais de 100% os salários dos vereadores, prefeito e vice, em Santo Antônio da Platina. O auditório ficou lotado, e boa parte dos moradores tiveram que acompanhar a sessão do lado de fora do Legislativo.

A mobilização teve início na tarde de terça-feira (14) após o encerramento da sessão extraordinária que muitos imaginavam ser a que iria decidir o aumento dos subsídios, quando uma eleitora foi cobrar explicações sobre o aumento aos parlamentares. Ao indagar o vereador José Jaime Silva (PSB) sobre o projeto, a empresária Adriana Lemes de Oliveira foi desprezada pelo parlamentar e deixou o Legislativo prometendo reunir o maior número de pessoas possível para acompanhar a votação do projeto nesta quarta-feira.

Em pouco tempo o assunto tomou conta das redes sociais e a convocação para a sessão tomou uma proporção imensurável pela internet. Pouco antes das 17 horas o plenário já estava lotado pela população, que em pé, ovacionou a entrada da empresária no auditório do Legislativo.

A cada justificativa uma reação. A tentativa de explicar o inexplicável só aumentava ainda mais a indignação da platéia, que não economizou vaias a cada pronunciamento dos parlamentares. Apenas dois dos noves vereadores foram poupados das manifestações contrárias ao projeto. Aguinaldo Roberto do Carmo (PSC), o professor Aguinaldo, e Santinho Furtado (PMDB), que na primeira votação votaram contra o aumento dos salários.

Para o motorista Luciano Aparecido do Nascimento, o resultado da sessão mostra a força da população na hora decidir. “Os platinenses compareceram em peso e fizeram toda a diferença. Se tivesse apenas meia dúzia de pessoas hoje aqui o projeto seria facilmente aprovado. Isso mostra a força e a importância da participação popular. Todos os vereadores são demagogos. Primeiro eles apresentam um projeto para dobrar os salários e depois voltam atrás.

Por que não deixarão tudo como estava? Para que abaixar de R$ 3,4 para R$ 970? Se eles achavam que isso ia impressionar o eleitor estão completamente enganados. Creio que a maioria também pensa como eu. Não existe outra classificação a não ser demagogia pura. Não pensem eles que não haverá interessados ao cargo na próxima legislatura por causa dos salários. Vai chover candidato!”, avaliou Nascimento.

A análise do construtor Reginaldo Lessa não foi diferente, que apenas acrescentou a importância do papel da empresária Adriana Oliveira para o processo democrático. “Isso é democracia! A vontade da maioria prevalecer e ser respeitada. O povo está indignado como as coisas funcionam nos bastidores da política. Hoje os platinenses tiveram a oportunidade se impor ao decidir uma responsabilidade que será de todos nós no futuro. No entanto, quero aqui destacar a iniciativa da Adriana (Sol). Se não fosse ela, nada disso estaria acontecendo hoje aqui e o aumento seria aprovado. Precisamos ser mais participativos”, cobrou Lessa.

Ao final da sessão, a empresária Adriana Oliveira comentou o resultado. “Estou eufórica com tudo que aconteceu hoje na Câmara de Vereadores, porém, o mérito é de todos. Fui humilhada por um vereador na sessão passada por apenas questioná-lo sobre o projeto. Não acho justo eles receberem R$ 7,5 mil de salário para trabalhar uma vez na semana, e apenas me posicionei, mas fui destrata por esse cidadão eleito pelo povo que se acha melhor que todos. A vitória é dos platinenses, que deram uma aula de cidadania”.

 

 

FONTE - TANOSITE

 
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